O objetivo do blog eh manter os meus amigos atualizados sobre a minha jornada aqui no Canada.
Por favor, ao visitarem o blog, deixem os seus comentarios. Bem-vindos!

sábado, 4 de maio de 2013

O que vi e senti, no Brasil

A viagem começou com uma grande aventura. Decidi ir sozinha com os dois bebês, para o Brasil. O Bernardo só poderia ir uma semana depois. Achei que seria uma missão tranquila, mas não foi bem assim. Fizemos uma conexão em Atlanta e lá eu já me sentia muito cansada. Qualquer ida ao banheiro era um trabalho imenso, criança, carrinho, mochila, bebê etc. No meio do vôo me senti enjoada, a minha pressão tinha realmente caído e eu caí também. Fiquei um bom tempo assistida por um médico, que no início eram três, mas depois ficou só um, quando eu já estava mais acordada. Me recuperei e consegui saltar andando do avião, mas por sugestão do comissário, segui pelo aeroporto de cadeira de rodas.

Sempre que chego no aeroporto tenho um choque, dessa vez não tive, achei tudo melhor, apesar de não estar muito em condições de me chocar com nada, porque o choque era eu! Logo que cheguei, uma funcionária da Delta que veio me ajudar com os meninos, na saída do avião, em poucos segundos de interação ela falou que só tinha um filho. Eu falei que dois era muito bom, aí segue o resto do diálogo: "É que eu separei do pai do meu filho, agora estou a um ano com um cara. Foi a primeira pessoa que eu colei depois do pai do meu filho, agora a gente está querendo." Foi aí que eu pensei: "Esse é o Rio de Janeiro. Cheguei!"

A partir disso, já me senti em casa. Chegar no Rio me traz sempre a sensação de que é a minha casa. Um dia, fui almoçar no Centro. Peguei um onibus, do qual a motorista era uma mulher. Ela ia falando, ou melhor, gritando, durante todo o trajeto. E só vinha na minha cabeça: "Aqui é o meu lugar. Motorista de onibus educado, bilingue... Isso não me pertence!" Eu estava realmente me sentindo em casa. Andar pelo Rio é como se eu nunca tivesse saído de lá.

Das percepções que eu tive: um dos assuntos que surgiu em todos os encontros que eu tive foi o preço surtado de tudo, outro assunto é o trânsito. O povo carioca está revoltado com o trânsito da cidade. E eu fiquei desesperançada com a expansão do metro. Não vejo solução mesmo.

Levei o Lucas ao teatro e ele se encantou. Fui ver Tim Maia - Vale Tudo". Adorei. Na hora de ir para casa, a inevitável comparação. Aqui quando vou ao teatro, entre sair do teatro, chego em casa em quinze minutos. Lá demoramos dez só para conseguir descer pela escada rolante. Outra difícil missão, conseguir um taxi para voltar para casa. Mesmo assim, fiquei muito feliz de ter ido, porque ouvi quase todos os meus amigos falando que era muito bom e tinha muita vontade de assitir.

Apesar de todo o meu esforço em fazer tudo que eu queria, não conseguir cumprir o meu "To do list". Preciso de outra viagem.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tempestade de Neve

Hoje foi dia de levar o Tiago à pediatra. Isso seria uma coisa muito comum, se não fosse a maior tempestade de neve desde 1971.
A Lei de Murphy existe e funciona! Eu fiquei uma semana dentro de casa, sem colocar o nariz para fora. Justo hoje, que eu precisava sair e ainda com o bebê, caiu toda essa nevasca.

  • Primeira etapa da aventura: sair de casa com a neve até o joelho, carregando o bebê conforto (com o bebê dentro) e caminhar até o carro.
  • Segunda etapa: tirar a neve do carro. Essa atividade durou mais de quinze minutos e quando eu terminava um lado, o outro lado que já tinha limpado antes estava cheio de neve, de novo.
  • Terceira etapa: fazer rally pelas ruas que mesmo com o carro de tirar neve tendo passado, já estavam cheias de novo. Para quem não conhece a neve, imagina dirigir nas areias de Copacabana.
  • Quarta etapa: dei uma atoladinha ao sair do estacionamento da clínica, mas consegui sair tranquilamente, mesmo com o coração saindo pela boca.
  • Quinta etapa: esta eu amarelei. Como o médico fica perto do trabalho do Bernardo, pedi que ele saísse mais cedo e fui buscá-lo. Não teria como buscar o Lucas sozinha com o bebê, pois já tinha visto que sair de carro era loucura, ou mesmo impossível e não daria para ir andando com o bebê pela neve.
Eu estava mesmo preocupada se conseguiríamos chegar de carro em casa, mas graças a Deus conseguimos. O carro só não entrou completamente na vaga, por causa do acumulado de neve, mas pelo menos já estávamos no nosso estacionamento.

Pelo caminho vi carros, onibus e até caminhão atolados. Depois vi carro atolando aqui na frente da minha casa. Não posso ouvir falar em sair de casa, porque estou um pouco traumatizada. Mas já aprendi que com um tempo desses, não tem mesmo como sair. É muita loucura. Agora vejo todos os riscos desnecessários que corri, com o meu bebê, por causa de uma consulta, que poderia ser outro dia.




domingo, 16 de dezembro de 2012

Quatro Anos de Canadá!

Há quatro anos, deixei o conforto do meu lar, a estabilidade do meu trabalho, a proximidade dos meus amigos, o calor do Rio, peguei a minha trouxinha de roupa, na ponta do cabo da vassoura e vim para o Canadá. Sem saber como era aqui, como seria a minha vida, quando conseguiria um trabalho. Enfim, estava vindo para um imenso interrogação. Hoje já estou com a minha meta, que eram três anos, ultrapassada.

Vou começar a contar esta história antes do começo. Quase três anos antes de vir para cá, eu havia ido para Nova Iorque, em fevereiro (pleno inverno), com o Bernardo. Passamos muuuuuuito frio, pegamos -15oC e eu prometi para mim que nunca mais passaria um frio daqueles. Ironia ou não do destino, olha onde eu vim parar!

Cheguei aqui, em dezembro de 2008, estava um frio tão frio, que até hoje ainda não peguei um inverno quanto aquele. Mesmo assim, não passei frio como passei em NY. Comprei roupas adequadas e aprendi que quando vivemos no local, não ficamos tanto tempo expostos ao frio.

Deu tudo certo! Arrumei um emprego legal, na cidade que eu queria morar, que era Montreal, apesar da pressão dos meus pais para que ficasse em Quebec. Conheci amigos muito legais, que passaram a ser a minha família no Canadá.

Hoje a minha vida não se assemelha em absolutamente nada de quando eu cheguei, tirando o trabalho que é o mesmo. O Canadá me trouxe muitas coisas maravilhosas: um marido, dois filhos, uma casa e muita, muita história para contar. Além de ter aprendido até a cozinhar.

Alguns amigos puderam participar um pouquinho da minha vida aqui. Como campeã de quilometragem na ponte Rio-Montreal, minha mãe que estava aqui quando eu cheguei e participou comigo, dos momentos mais importantes aqui. Minha irmã, que me abrigou, quando eu cheguei com a minha trouxinha, sem ter para onde ir... Meu pai, que hoje em dia, gasta todas as suas férias para nos visitar. Bernardo, que não veio junto comigo, mas veio no início, para me fazer companhia por um tempo e foi fundamental para o meu estabelecimento em Montreal. Bruno Sbrubbles que veio passar férias e trouxe a minha maior surpresa na sua bagagem. Rogerio, que veio morar perto, mas nem tanto e participou de alguns eventos como meus 30 anos, Natal ou veio apenas fazer um lanche com a gente. Tia Cecília e Tio João Carlos, que vieram conhecer o neto e depois passar um friozinho. Bruno e Lu, que vieram conhecer o sobrinho. Tio Marcelo e Tia Bel que vieram aqui em casa conhecer o Lucas, logo quando ele nasceu e tiveram que tomar um café com muito mais pó do que água (ai que vergonha). Tia Carla e Tio João Paulo que vieram para um outro evento aí, mas tiveram um tempinho para passar lá em casa e jantar com a gente. Laura, que pude encontrar em Quebec, no casamento da Ana, não deu tempo de ir lá em casa, mas ficou hospedada bem pertinho. Vivi e Tia Rosangela, que vieram cumprir a promessa de nos visitar e nos alegrar com a sua companhia. Dinda Eulália, que por pouco não conheceu o Tiago, mas que passou um tempo maravilhoso com a gente (tempo de qualidade), e até hoje rimos das histórias. Tia Cibele, Vinicius, Gisele e Carol que cansadíssimos ainda disponibilizaram um tempo para conhecer a minha casa e passar um tempinho com a gente, por causa do horário do trem não puderam conhecer o Tiago na maternidade. Martinha e Lilinha que nos avisaram a tempo de encontrarmos com elas no restaurante e passamos uma agradável noite e pudemos matar um pouquinho a saudade dos amigos do encontro.

Para quem mora longe, encontrar amigos, por pouco tempo que seja, significa muito. Além de podermos matar as saudades, nos lembra que não deixamos nada para trás. Só estamos distantes e não esquecidos!

Viver aqui é muito bom, mas não posso dizer que estou adaptada e não sei se algum dia estarei. A minha cultura é outra, a minha língua é outra e isso pesa muito o tempo todo. Como disse acima, a minha meta inicial era de ficar aqui por três anos. Agora, vivo um dia de cada vez, apenas com o plano de um dia fazer planos. Não vou terminar este post com "que venham os próximos quatro anos", porque não é o meu desejo, mas ao mesmo tempo não é uma idéia a descartar...


terça-feira, 6 de março de 2012

Milestone alcançado: abrir processo para a cidadania

Após 3 anos, 2 meses e 18 dias da minha chegada ao Canadá dei entrada no processo para a cidadania canadense. É difícil ter uma família que todos têm dupla nacionalidade, exceto eu!

Na teoria, para termos direito à cidadania canadense, temos que ter estado em solo canadense no mínimo três anos (ou melhor, 1095 dias), nos últimos quatro anos. Para fazermos os cálculos, temos que descontar cada diazinhos que passamos fora do país. Por causa disso eu tive que adicionar 78 dias à minha data de "aniversário", que é 16 de dezembro. Estava contando os dias e as horas para enviar os papéis pelo correio. Eu só podia mandar no dia 4 de março, que foi domingo, logo, eu só poderia enviar na segunda, dia 5 de março. E assim foi feito!

Agora é esperar mais ou menos 18 meses para jurar amor à rainha e receber o meu passaporte!!!




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Louça de Natal

Há pouco mais do dois anos, logo após o Natal de 2009, ganhei de presente da minha irmã um conjunto de jantar de Natal. Era um conjunto que eu tinha adorado e estava pensando em comprar. Com o passar do Natal, o produto caiu pela terça parte do preço e a minha irmã perguntou se eu ainda queria. Aquele Natal já havia passado, sabia que o Natal do ano seguinte, 2010, eu passaria no Brasil, mas mesmo assim eu quis, porque poderia utilizá-lo no Natal de 2011!

Como eu não ia usar as louças, eu não abri a caixa, aliás, isso é um péssimo hábito meu de não abrir para conferir as coisas na hora e deixar para ver na hora em que eu for usar. Bem, passados os dois anos, no dia 23 de dezembro abrimos a caixa para lavar as louças, para usarmos na ceia do dia 24. Após pegarmos as peças que iríamos utilizar, reparamos que estavam faltando o açucareiro e um bulezinho para o creme do café. Fiquei super chateada e frustrada, porque o meu jogo estava incompleto, mesmo que eu não fosse utilizar essas duas coisas. Ainda por cima achava que não era certo, porque quando a minha irmã comprou, nao foi avisado que estavam faltando peças, venderam como um conjunto completo.

Não sabia bem o que fazer, porque eu não tinha nota nenhuma e mesmo que tivesse, já havia passado dois anos. Passado o período de festas e um pouco menos revoltada com a situação, resolvi mandar um email para a loja contando o que tinha acontecido.

Fiquei super impressionada com a rápida resposta ao meu primeiro email. (já escrevi para outros lugares que nem se deram ao trabalho de responder) Depois da troca de alguns emails, a pessoa perguntou se tinha alguma loja Stokes perto de mim, porque ela ainda tinha essas peças no estoque e poderia mandar para mim. Fiquei super contente com a resposta, mas ao mesmo tempo um pouco ressabiada. Depois de duas semanas, me ligaram da loja para que eu fosse buscar o meu açucareiro o bule de creme.

Mais uma vez, me lembrei que aqui é primeiro mundo! Antes de tudo, eles confiam no cliente e ainda têm enorme presteza e atenção.

No próximo Natal, poderei servir cafezinho com açúcar e creme!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Perdi o meu cartão de crédito

Sexta-feira, pouco depois da hora do almoço, fui à uma loja no shopping, que fica embaixo do meu trabalho. Coloquei os meus cartões no bolso da calça e fiz a minha compra.
Na hora de ir embora do trabalho, fui tirar os cartões do bolso para guardar, quando percebi que o meu cartão de crédito, usado na loja, não estava comigo. Me dei conta de que não tinha pegado o cartão de volta depois de pagar a compra.

Por sorte, eu ainda tinha tempo de voltar à loja, antes do horário do meu ônibus. Estava preparada para ir à mesma caixa onde havia pago e explicar, descrever etc. Assim que entrei na loja, me deparei com um funcionário, que não parecia gerente. Olhei para ele com aquela cara de "me ajuda", e ele perguntou se eu queria alguma coisa. Falei que eu tinha esquecido o meu cartão de crédito e ele perguntou o meu nome e se tinha sido naquele dia mesmo.

Ele foi direção a uma gavetinha trancada com chave que ele tinha em mãos. Abriu a gaveta, retirou um saquinho plástico branco, lacrado, que na frente tinha escrito assim: "LICIA". Ele voltou, pediu uma identidade e eu apresentei. Ele abriu o saco e me entregou o cartão.

Todo o processo, desde que eu entrei na loja, até a minha saída, aliviada, demorou menos de cinco minutos. Além do alívio, eu mal pude acreditar em tamanha organização. São essas pequenas coisas que me fazem lembrar que aqui é primeiro mundo!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nem tudo são flores no Canadá

Ontem parecia estar tudo correndo bem, até o fim do dia...
Eu precisei trabalhar até tarde, até aí nada demais. O problema é que ontem o Bernardo também tinha aula até tarde. Então foi assim que tudo começou:
Saí do trabalho (no horario regulamentar), peguei o Lucas na creche. Passamos em casa, peguei a bolsa dele e o carro. Voltamos para o trabalho. Estava um transito absurdo (tudo parado para subir a ponte que liga onde eu more à Montreal). Enquanto isso o Lucas não chorava, berrava no banco de trás do carro. Chegamos no trabalho e depois disso correu tudo bem conosco.


Voltamos para casa. O Lucas estava faminto e morto. Ele jantou e foi dormir. Quando o dia parecia ter terminado, o Bernardo chega da aula, muito chateado, sem a bicicleta com a qual tinha saído pela manhã. Ele teve a bicicleta furtada!

Pois é, que aqui não teríamos o conforto de ter a família por perto, para recorrer nessas horas, já era bem claro para nós. Mas o fato de sair de casa com alguma coisa e voltar sem porque roubaram é uma novidade muito desagradável...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Como as pessoas lêem neste país

Essa questão do hábito cultural é muito interessante. Tenho observado o quanto as pessoas aqui lêem.
No metro, tanto na ida quanto na volta do trabalho, quase todos os passageiros têm os seus livros em punho. Mesmo quando não arrumam um lugar para sentar, eles lêem se equilibrando ao meio de tantas outras pessoas no mesmo vagão.

De manhã até tem bastante gente que lendo o jornal que é entregue na porta do metrô, mas a tarde é puramente seus livros de romance.

Quando vamos aos parques também vemos as pessoas lendo, mas isso me chama menos atenção, por parecer um ambiente mais propício.

A verdade é que toda essa observação está quase me fazendo tirar os meus livros da estante e finalmente lê-los. Quem sabe esta vai ser a boa influência dos canadenses no meu hábito de leitura?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

No hablo español

Aqui em Monbtreal 99% das pessoas, mesmo os canadenses, olham para mim e começam a falar espanhol. Eu viro para eles faço cara de idiota e falo: "Sorry?" Claro que eu sempre entendo, geralmente são frases simples e diretas, idênticas em português. Mas eu acho um abuso! Agora já até virou motivo de piada.

Um dia, levamos o Lucas ao hospital. Entregamos a carteirinha dele, fiquei esperando que a recepcionista devolvesse e ela virou-se e falou que ficaria com ela e depois ela devolveria. Eu entendi tudo e já ia me virando para entrar no consultorio, quando me dei conta que ela toinha falado em espanhol. Aí eu virei de volta e falei "Sorry?". O Bernardo que já estava dentro do consultório estava as gargalhadas e me chamando de ridicula. Ele que nem viu a minha cara, pois estava de costas, andando com o Lucas, descreve para todos a cara que eu fiz naquela hora.

Não bastando isso, fomos a um concessionária. O vendedor estendeu a mão para o Bernardo e falou "Nice to meeting you", depois virou para mim, fazendo o mesmo gesto e falou "Encantado". Fiz questão de ficar muda. Depois o cara perguntou se nos éramos hispânicos e falamos que éramos do Brasil. E ele falou que já foi seis vezes ao Brasil, quatro para o Rio e duas para Recife. Poxa, ainda assim ele achava que eu era hispânica?????

Esqueci de mencionar o dia em que fui numa clínica e depois da consulta a médica virou para mim e falou: "Hablas espanhol?" Pelo menos esta perguntou, ao invés de assumir que eu falava. E quando eu respondi que não, ela perguntou: "Como não?". Eu, educadamente, respondi que falava portugues, acho que porque eu estava despreparada. Deveria ter perguntado: "Você fala árabe? Como não?"
Cheguei ao ápice da minha teoria da conspiração, quando um dia, no computador do curso, fui acessar o meu email do yahoo. Eu sempre digito assim "br.mail.yahoo.com", que é o yahoo do Brasil. Vocês não vão acreditar, apareceu o yahoo em espanhol na tela!


Depois dessa, acho que eu vou ter que me convencer que sou hispânica e que a minha primeira lingua é espanhol. Enquanto esse povo acha que está abafando por reconhecer que o meu nome é espanhol, "Azevedo" é um nome totalmente português! E para quem conhece, a minha cara é tipicamente brasileira. Tanto que uma vez, um chines olhou para mim e perguntou se eu era brasileira, porque ele já tinha morado alguns anos em SP.


Sim, eu falo espanhol. Me formei na Casa de España e tenho até o diploma. Mas se eu disser que falo, vão achar que é a minha língua e aí vou ter que me explicar, então, acho melhor não perder tempo. Era a mesma coisa quando eu saía na "night" e vinha um cara cujo eu não tinha o menor interesse. Quando ele perguntava qual era o meu nome, eu falava: "Ana" Que é curto, rápido de falar e fácil de entender. Imagina se eu falasse "Lícia" no meio do som alto da boite? Eu teria que repetir pelo menos tres vezes até os caras entenderem e nessa já teria iniciado uma conversa. Aprendi a ser prática assim. (isso foi só um parênteses)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Último aluguel

Hoje, dia 1 de junho de 2011, não é nenhuma data especial no calendário, porém, estamos em festa, porque hoje pagaremos o nosso último aluguel! Mês que vem já estaremos no NOSSO apartamento, com o chão que a gente escolheu, as portas que a gente escolheu, as maçanetas que a gente esolheu, as bancadas que a gente escolheu, os armários que a gente escolheu. as luminárias que a gente escolheu, enfim, tudo do nosso jeito!
O apartamento ainda não está, digamos assim, pronto, mas pelo que percebemos, a construção aqui é ajato. Estamos acompanhando a evolução semanal do prédio e podemos ver, a cada sábado, diferenças enormes.
A única parte que desanima é ter que empacotar tudo para a mudança. Ano passado, depois da mudança, fiquei duas semanas com dor nas costas e por sorte a médica pediu a minha licença, porque estava difícil até de andar. Este ano teremos um reforço na arrumação: o Lucas! Ou seria melhor dizer, desarrumação? Não importa, pois o fim justifica os meios e no final disso estaremos na nossa primeira casa!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

De volta a vida (mais que) real

Semana passada voltei a trabalhar porem nao posso dizer que voltei a rotina. Instaurou-se uma nova rotina na minha vida porque agora eu tenho dupla jornada.

Saio para trabalhar, passo o dia fora. Na volta, vou direto pegar o Lucas na creche e quando chego em casa fico 100% dedicada a ele (dar banho, mamá, jantar etc), até que ele durma. Só aí posso comecar a fazer outras coisas, como xixi beber agua, etc. Sem contar, lavar a roupa, arrumar a casa, etc. (nao, nao da para deixar toda a arrumacao para o fim de semana, senao a casa fica caotica e ainda por cima perdemos o fim de semana fazendo isso)

A ida e a volta para o trabalho eh como um comboio, o metro vai lotado, a estacao eh lotada e para completar as pessoas correm. E como correm! Correm para pegar o metro, correm para pegar a correspondência e depois correm mais ainda para pegar o onibus.

Ontem na volta do trabalho fui empurrada para dentro do metrô. Olhei para tras para ver se era homem ou mulher, porque eu tinha acabado de ser encoxada. Pois eh, aqui no primeiro mundo isso também acontece. Me senti pegando o metro na Central. E nem preciso dizer que depois fiquei em qualquer pequeno espaco que tinha sobrado, para apoiar meu pe. Lugar para segurar? Nem pensar. Nem imprensada na porta eu estava, porque la ficou a mulher que me empurrou para dentro.

Outra coisa que também percebi no metro foi o perfil dos passageiros. No horário em que eu vou normalmente, pode-se notar que as pessoas são mais velhas e estão indo trabalhar. No outro dia, saí de casa atrasada e peguei o metro um pouco mais tarde, o perfil era completamente diferente, as pessoas eram bem mais novas e estavam indo para a faculdade, quase todas usavam mochila.

Então é isso. Já dá para vocês terem uma idéia de como é ter um filho aqui, sem ajuda de avó, babá, empregada etc. Ainda bem que conseguimos uma creche, porque isso não é muito fácil também.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Privacidade ZERO

Estou em completo estado de choque!
Ontem, mandei um e-mail para o meu consultor financeiro, do banco, depois de quase um ano sem nenhum contato com ele. Como sempre, ele me respondeu prontamente e ao final do e-mail ele mandou parabéns pelo bebê. Na hora, eu pensei: "Como assim???". Visto que, da última vez que o vi, a minha barriga ainda nem estava eminente. Logo em seguida ele escreveu assim: "how  did  i  know?...well   a  fniancial  advisor  knows everything  about  his  clients!."

Cheguei à conclusão que aqui no Canadá existe uma central única com todas as informações da sua vida e que todo mundo tem acesso. Cuidado redobrado, a partir de agora, com cada passo!

terça-feira, 20 de julho de 2010

A saga das passagens

Desde que engravidei, decidimos que este ano, passaríamos o Natal no Brasil. Cada hora tínhamos um motivo para adiar a compra e acabamos enrolando bastante. O problema é que quanto mais o tempo passa, mais as passagens aumentam.

Até que no fim de junho eu falei para o Bernardo que daquele mês não passava. Aliás, quando a gente pesquisava passagens num dia, já não as encontrava mais no dia seguinte, pelo mesmo preço!

Numa bela sexta-feira a noite, sentamos em frente ao computador e só levantariamos depois de comprar as passagens. Queríamos ir em dias separados, porque eu vou antes com o Lucas, mas votar juntos. Isso era mais um problema, porque nem sempre as melhores tarifas para a minha data, coincidiam com a mesma companhia aérea que tinha a melhor tarifa para o Bernardo.

Depois de horas olhando um site, olhando outro, decidimos comprar pela Delta, que não era a mais barata para a data do Bernardo, mas no fim seria o melhor custo benefício, porque só tem uma parada (não tem como fazer Montreal-Rio direto, então ficamos felizes em fazer só uma conexão). Tudo comprado, pagamos bem caro!

Dois dias depois, a minha irmã, que irá na mesma época, comprou a passagem dela. Falando o preço da passagem dela, era $500 mais barata que a do Bernardo e eles iriam mais ou menos na mesma data. Ela comprou tudo pela American Airlines. Foi aí que começou a nossa nova saga. Eu fiquei aflita, porque eu economizaria $200, o Bernardo $500 e o Lucas $30!

Queria cancelar as nossas passagens, que claro eram da tarifa mais barata, e não reembolsáveis. Mas eu achava que mesmo pagando alguma multa, ainda economizaríamos. Os vôos também tinham uma só parada e o tempo de espera da volta era muito menor.

Liguei para a Delta para me informar se seria possível cancelar e para a minha agradável surpresa, eles devolveriam todo o dinheiro, porque ainda estava dentro do prazo. Cancelei na hora, mas o dinheiro só entraria de volta no cartão de crédito em cinco dias úteis! Entrei no site da AA para comprar as passagens, mas sem saber se o cartão teria limite suficiente.

Depois de comprar a minha passagem e a do Bernardo pela internet, liguei para comprar a do Lucas, que não é possível online. Foi tudo muito rápido, não esperei nada na linha para ser atendida. Pouco tempo depois, recebi a confirmação do Lucas por e-mail, mas nada de confirmação da minha passagem, nem da passagem do Bernardo.

Aguardamos até o dia seguinte e nada de e-mail. Resolvi ligar novamente para a AA. Fiquei esperando 20 minutos na linha, para a telefonista atender e logo em seguida desligar. Tentamos de novo e tome musiquinha... Não era possível que num dia tivesse sido tão instantâneo e no dia seguinte praticamente impossível de falar. A única diferença foi que no dia anterior, selecionávamos a opção "Nova passagem" e agora escolhíamos "Passagem existente".

Tive a brilhante idéia de tentar a mesma opção do dia anterior. Qual foi a minha surpresa em ser atendida imediatamente!!!!! Conclusão: se você é cliente novo, te carregamos no colo, se já fez a sua compra, cagamos na sua cabeça.

O Bernardo ficou sem graça de falar e me passou o telefone. Eu falei normalmente que tinha comprado a passagem e a telefonista não questionou nada. Chegamos a conclusão que é o mesmo atendimento a diferença é que você passa a frente na fila.

Fui informada que o cartão que eu tinha usado não tinha limite e precisava dar outro, com endereço no Canadá. Antes eu tinha usado o cartão do Bernardo. Então, dei o meu cartão e ficou tudo, a princípio, resolvido.

Dois dias depois, recebi o e-mail de confirmação da minha passagem, com o nome do Bernardo. No fim das contas, a passagem foi debitada no cartão do Bernardo, o que estava sem limite e o que eu dei, nada aconteceu. Quase ficamos loucos com essa confusão toda, mas enfim, estamos com todas as passagens compradas e CONFIRMADAS!

Meu carro automático

Quando fomos comprar o carro, um dos nossos requisitos, a princípio, era que fosse automático. Sempre que começamos uma busca, fazemos uma lista de requisitos, foi assim com o apartamento também. Depois de um tempo, começamos a abrir mão de alguns, porquê achamos que não vamos encontrar nunca, tudo que queremos. Por sorte, nos dois casos, conseguimos a lista completa!

Estava tudo indo muito bem, até que acabou a bateria do carro. Sendo o carro automático, absolutamente TUDO depende da bateria. Foi assim que começou a batalha: o Bernardo foi tentar sair com o carro, viu que o carro não dava nem sinal de vida, porque estava com a bateria descarregada.

Ele foi tirar a chave para trancar o carro e voltar para casa. Aí veio o mais bizarro, a chave não saía da ignição! Ainda bem que o carro estava na garagem, senão qualquer um poderia carregar a bateria e sair com o carro...

Compramos um carregador de bateria, mas depois vimos que tinha que ligar na tomada para funcionar. Perto do carro não tinha nenhuma tomada. Neste momento, descobrimos que carro automático não tem como empurrar. Quando ele está em "Parking", fica completamente travado, como se estivesse com o freio de mão puxado e com o carro desligado não tem como mudar.

No fim, trocamos este carregador por um cabo para fazer a chupeta. A minha amiga Kelly, veio até a nossa garagem com o carro dela. No nosso carro, a bateria fica na mala (por sorte o carro estava parado de frente, senão o cabo não chegaria) e não tínhamos como abrir a mala. O Bernardo lembrou que dava para abrir a mala por dentro dela. Descemos o banco de trás, ele fez um malabarismo e conseguiu abrir, para enfim, carregarmos a bateria!

UFA! Carro funcionando, saímos para dar uma volta, até para carregar um pouco mais a bateria.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Melhor compra do ano

Vim aqui para compartilhar com vocês a melhor compra que fizemos!!!
Agora podemos mandar nossos e-mails e escrever os nossos posts, confortavelmente.

Podem ficar com inveja!!

domingo, 27 de junho de 2010

O Casamento


Vim aqui tirar as teias de aranha. Aliás, aranha é o que há neste país!

Foram muitos acontecimentos desde a última vez que passei por aqui. Mas neste post, vou focar mesmo no casamento.

Eu e Bernardo decidimos oficializar a nossa união, aqui mesmo, no Canadá.
Marcamos tudo em dezembro e a primeira data disponível era o último final de semana de março. Não aceitei esta data pois, supostamente, seria a nossa mudança. Acabou que a mudaná foi na segunda seguinte. Então, ficou para o primeiro sábado de abril (3/4/2010).

Para mim, apesar da importância do acontecimento, não seria nenhum grande evento e nós só assinaríamos um papel, para ficar tudo "preto no branco".


Eu estava redondamente enganada. Foi um momento e um dia muuuuuuuuuuito especial para nós. Nossos amigos daqui estavam presentes em peso, o que tornou o momento ainda mais especial e feliz.

A cerimônia foi no palácio de justiça, num auditório lindo e chiquérrimo. Foi tudo muito rápido. Saímos do auditório porque teria um casamento em seguida. Ficamos do lado de fora tirando fotos. O casamento seguinte acabou, as pessoas foram embora e nós continuávamos lá. Já estava esperando que viesse alguém nos expulsar.

Depois, fomos tomar um brunch, num lugar que descobrimos pela internet, ou seja, não existia garantia alguma de que você um lugar agradável e com comida boa. Adoramos o restaurante!! Foi muitíssimo agrádavel.

A minha amiga Michelle, que agora se tornou a nossa testemunha oficial, fez docinhos (de surpresa) e levou para a festa. Foi o máximo. Os doces estavam uma delícia.

Aliás, o meu cabelo também foi arte dela! Obrigada, Mimi.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A mudança

Essa foi a primeira mudança na minha vida. O Bernardo já tem um pouco mais de experiência.

Empacotar foi a parte fácil, mesmo porquê não tínhamos tantas tralhas assim. Resolvemos tudo pouco dias antes, até então, nem parecia que a gente estava de saída do apartamento.

Apesar disso, o estresse começou um pouco antes do grande dia. Na quinta-feira anterior, descobri que o cara da mudança já não ia cumprir o combinado e aí já começou a bater uma série de arrependimentos.

O combinado ficou, então, o caminhão chegar ao nosso apartamento entre 8 e 9 da manhã. Às 12:50 eu tinha um exame marcado no hospital e que não consegui mudar.


Nossos amigos Ana Paula e Guilherme se prontificaram a nos ajudar. Ana chegou la em casa antes mesmo das 9 e eu e Bernardo já estámos praticamente em pé na porta desde as 8.

Os homens chegaram depois de 11:30!!! Isso mesmo, eles chegaram e eu saí para o meu exame. No hospital também tomei um chá de cadeira, mas isso já é outro capítulo.

Não preciso mais falar que a mudança foi o mais estressante possível. Chegando na casa nova, muitos móveis arranhados e aí, mais revolta.

No fim do dia, depois de mais ou menos instalados, mais ou menos porque o processo terminou super tarde e não conseguimos arrumar nada. A noite foi péssima, tudo encomodava, mas depois eu vi que era tudo por causa do estresse.

Sabe quando você chega ja querendo ir embora? Foi mais ou menos isso, mas depois a casa foi ficando com a nossa cara e assim um lugar mais agradável.

Passado o sufoco, agora já estamos curtindo o nosso novo lar.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Motorizados

Depois de mais de um mês, procurando, olhando, nos despencando até os lugares mais longínquos, finalmente encontramos o nosso carro.

A busca valeu tanto a pena, que conseguimos pagar o preço que a gente queria e ainda comprar o carro que atendia todas as nossas exigências e ainda tinha um pouco mais do que a gente esperava.

Encontramos um carro pela internet. O lugar onde estava vendendo era numa cidade há 40km daqui (St-Eustache). Pode parecer perto, mas quando não se tem carro, parece ser no infinito. Resolvemos alugar um carro um dia, pois sairia quase o mesmo que gastaríamos de passagem, mas teríamos muitas outras vantagens. Fomos até o endereço que estava no anúncio.

O carro pelo qual fomos procurar não existia mais, mas nos foi oferecido um outro. Apenas vimos as fotos e as descrições do carro pelo computador. Se nos mostrássemos interessados, o vendedor pegaria o carro e a gente iria lá ver. Nós nos interessamos muito, mas já estávamos cascudos de que podemos adorar pelas fotos e descrições, mas quando vemos é completamente diferente e não vale nem um pouco a pena!!

Ficamos com esperança, o vendedor nos passou muita confiança. Eu fiquei falando durante a semana, que nós tínhamos pré-comprado o carro, pois tínhamos "reservado" mas só daríamos a nossa palavra final após vermos e testarmos.

No meio da semana, o nosso car dealer nos ligou para dizer que já estava de posse do carro. No sábado seguinte, nossos amigos Fabio e Barbara nos levaram até lá para vermos o carro.

Ahhhh, esqueci de falar que a "loja" é na casa do cara. Ele montou um escritoriozinho no porão da casa e ficou bem ajeitadinho.

Chegando lá, nos deparamos com o carro estacionado e já ficamos muito bem impressionados. Eu nem achava que fosse aquele!!!!
Depois demos uma olhada por dentro e fizemos o test-drive. Ficamos super satisfeitos e compramos!

Ao longo do caminho de volta fomos percebendo coisas que o carro tinha e que compramos sem saber!! Boas surpresas! Ainda bem que não eram defeitos.
Agora estamos com mobilidade 100%, nenhum lugar mais é longe e não precisarei mais ir de onibus buscar alguém no aeroporto!

terça-feira, 9 de março de 2010

O episódio da televisão

Num belo dia de domingo, estávamos de carro (alugado) e resolvemos dar uma volta para ver as lojas e as ofertas.

Os pais do Bernardo disseram que nos dariam uma televisão de presente de casamento, então começamos a olhar.

Estava tendo ofertas ótimas de TV de plasma e achamos que estava valendo a pena. Começamos a consultar os vendedores sobre a diferença entre plasma e LCD. Todos sempre falavam que dependia da nossa necessidade.

As perguntas eram as mesmas: "O lugar onde vai ficar a televisão, recebe muita luminosidade? Vocês vêem filme de ação ou jogo de hóquei? Vocês jogam video game?". Se a televisão ficar no basement e não receber luz nenhuma, pode ser uma de plasma.

Começamos a ver, que a de LCD de fato era melhor, eles só falavam para a gente que a de plasma servia, por causa das nossas respostas. Então entedemos assim: a de LCD é melhor, mas pelo uso de vocês pode ser a outra.

Resolvemos então focar nas de LCD mesmo, porque a diferença era pequena e pelo visto vale mais a pena.

Compramos a televisão que achamos a melhor, depois de consultar amigos também!

Dois dias depois, vimos em outra loja, uma televisão um pouco maior, de outra marca, mas pelo mesmo preço. Neste dia, fizemos a inauguração da nossa televisão e consultamos nossas amigas se deveríamos trocar. Todas concordaram.

O plano era, voltar na Best Buy, devolver a que compramos e comprar a outra na Future Shop. Porém, muitas lojas aqui tem aquela coisa de cobrir o preço mais barato e ainda dar 10% de desconto sobre a diferença, se a loja que anuncia a oferta tiver o produto em estoque. Então assim fizemos.

Voltamos na primeira loja, com a televisão, falamos que queríamos devolver porque vimos outra mais barata na Future Shop. A própria atendente entrou no site da Future Shop e viu a televisão de que estávamos falando. Eles viram se tinha aquela outra tv lá e tinha. Fomos perguntados se eles tinham em estoque. Demos uma resposta não muito direta, mas que era verdade (eles não tinham a tv em estoque, mas poderíamos comprá-la com o desconto e pegá-la depois).

Na verdade, no site estava escrito bem grande "SOLD OUT", mas acho que eles não viram. No fim, com o preço ajustado, vi que não iam me dar os 10% de desconto, na diferença, o que seriam $10, porque na Best Buy a tv era $100 mais cara. Mandaram que eu ficasse quieta, que já estava muito bom conseguirmos trocar e se eu começasse a criar caso iam ver que a outra loja já não tinha mais aquele produto.

Enfim, entubei os $10 dólares, mas fui para casa revoltada e falando isso o tempo todo.

Sem contar que eu mal cabia no carro, pois a televisão ocupava todo o espaço!!!

Ontem, estávamos navegando na internet e vimos que a mesma tv que temos agora está $50 mais barata em outra loja. O Bernardo já está querendo devolver!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Encontramos o nosso próximo apartamento!!

Depois de uma boa procura, encontramos a nossa próxima morada!

Todo mundo sabe a grande aventura que é procurar apartamento. A maioria deles você não precisa nem analisar nada, é ruim demais.

Desta vez fomos a um que era uma casa mal-assombrada. Eu já entrei querendo sair. A casa era tão sombria que tinha um porão. Só o Bernardo teve coragem de olhar como era lá embaixo e depois saiu falando que achava ter visto algumas pessoas mortas.

Enfim, achar algo que a gente goste e atenda a todos os pré-requisitos torna-se uma missão quase impossível. É um tanto quanto desesperador e desanimador, pois pensamos que não vamos conseguir encontrar nunca algo de bom.

Até que dessa vez deu tudo certo e com alguma antecedência, pois ainda temos milhares de outras pendências para resolver.

A minha amiga, Kelly, encontrou um apartamento, num lugar que ela tinha procurado para ela e achou que estava com o preço muito bom. Nos passou o link com o anúncio e o Bernardo ligou imediatamente. Fomos ver o apartamento no mesmo dia. Gostamos do apartamento e ainda atendia a todas as nossas exigências primárias.

Dessa vez, encontramos dois apartamentos que gostamos bastante. Antes de vermos este, tínhamos encontrado um outro que era lindo e o apartamento em si era tudo que eu queria, mas não tinha tudo o que a gente precisaria.



Tendo já encontrado dois lugares que gostamos, tínhamos que pensar e decidir rápido, senão não teríamos nem uma, nem outra. No dia seguinte, assim que decidimos, sem poder pensar muito para não deixar passar a oportunidade, liguei e disse que queria.

Se antes eu morava a três passos do metrô, agora eu vou morar dentro do metrô, do prédio para a estação, não precisamos nem colocar a cara na rua!

Em três dias já estávamos com o novo contrato assinado e tudo resolvido. UFA!!