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sábado, 4 de maio de 2013

O que vi e senti, no Brasil

A viagem começou com uma grande aventura. Decidi ir sozinha com os dois bebês, para o Brasil. O Bernardo só poderia ir uma semana depois. Achei que seria uma missão tranquila, mas não foi bem assim. Fizemos uma conexão em Atlanta e lá eu já me sentia muito cansada. Qualquer ida ao banheiro era um trabalho imenso, criança, carrinho, mochila, bebê etc. No meio do vôo me senti enjoada, a minha pressão tinha realmente caído e eu caí também. Fiquei um bom tempo assistida por um médico, que no início eram três, mas depois ficou só um, quando eu já estava mais acordada. Me recuperei e consegui saltar andando do avião, mas por sugestão do comissário, segui pelo aeroporto de cadeira de rodas.

Sempre que chego no aeroporto tenho um choque, dessa vez não tive, achei tudo melhor, apesar de não estar muito em condições de me chocar com nada, porque o choque era eu! Logo que cheguei, uma funcionária da Delta que veio me ajudar com os meninos, na saída do avião, em poucos segundos de interação ela falou que só tinha um filho. Eu falei que dois era muito bom, aí segue o resto do diálogo: "É que eu separei do pai do meu filho, agora estou a um ano com um cara. Foi a primeira pessoa que eu colei depois do pai do meu filho, agora a gente está querendo." Foi aí que eu pensei: "Esse é o Rio de Janeiro. Cheguei!"

A partir disso, já me senti em casa. Chegar no Rio me traz sempre a sensação de que é a minha casa. Um dia, fui almoçar no Centro. Peguei um onibus, do qual a motorista era uma mulher. Ela ia falando, ou melhor, gritando, durante todo o trajeto. E só vinha na minha cabeça: "Aqui é o meu lugar. Motorista de onibus educado, bilingue... Isso não me pertence!" Eu estava realmente me sentindo em casa. Andar pelo Rio é como se eu nunca tivesse saído de lá.

Das percepções que eu tive: um dos assuntos que surgiu em todos os encontros que eu tive foi o preço surtado de tudo, outro assunto é o trânsito. O povo carioca está revoltado com o trânsito da cidade. E eu fiquei desesperançada com a expansão do metro. Não vejo solução mesmo.

Levei o Lucas ao teatro e ele se encantou. Fui ver Tim Maia - Vale Tudo". Adorei. Na hora de ir para casa, a inevitável comparação. Aqui quando vou ao teatro, entre sair do teatro, chego em casa em quinze minutos. Lá demoramos dez só para conseguir descer pela escada rolante. Outra difícil missão, conseguir um taxi para voltar para casa. Mesmo assim, fiquei muito feliz de ter ido, porque ouvi quase todos os meus amigos falando que era muito bom e tinha muita vontade de assitir.

Apesar de todo o meu esforço em fazer tudo que eu queria, não conseguir cumprir o meu "To do list". Preciso de outra viagem.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Viagem à Boston

Dia 25/12, acordamos bem cedo, ainda com a sensação de que podíamos dormir mais, afinal no dia anterior nos cansamos bastante na preparação de toda a ceia. O carro que alugamos já estava parado na porta de casa, pronto para a nossa partida (pegamos no dia anterior, pois dia 25 a locadora não abriu).

Atrasamos um pouco a nossa partida, mas nada que fosse um absurdo. Estávamos indo de férias, para relaxar e não para ficarmos afixionados com horário.

Depois de uma hora e pouquinho já estávamos na fronteira do Canadá com os EUA. Durante o percurso o passatempo foi procurar veadinhos pelo caminho, pois o que não faltam são placas advertindo o risco desses animais cruzarem a estrada.

Fizemos um pequeno pit-stop no freeshopping e depois passamos tranquilamente pela fronteira, que estava bem vazia. O único que precisava preencher o I-94 era o Bernardo (eu, meu pai e minha mãe já estávamos com a documentação de quando viemos). Após passarmos pela fronteira, tivemos uma bela surpresa com a paisagem da estrada. Segue abaixo uma imagem:

Chegando a Boston, fomos direto para o hotel encontrar a Ana e aí almoçarmos. Porém, esquecemos de um pequeno detalhe: era dia 25/12, quase tudo está fechado, mesmo nos centros turísticos e mesmo os McDonalds. Depois de uma boa busca, encontramos um dos poucos restaurantes abertos e resolvemos matar a nossa fome lá mesmo. Como estávamos em Boston, quase todo mundo pediu um prato com lagosta (hmmmmmmmmm, só de lembrar me dá água na boca). Adverti a todos que comessem bem, pois aquela refeição tinha que valer como almoço e jantar, afinal ninguém estaria disposto a fazer outra busca no jantar...

Nem foi preciso, pois saindo dali, demos uma voltinha pelo Quincy Market, que estava quase todo fechado, e voltamos para o hotel. Quando estávamos todos já nos encabeçando para dormir, para o nosso relógio biológico já era quase madrugada, o Bernardo resolveu olhar no relógio e viu que ainda eram 18:30. Ficou um tanto quanto revoltado e se proibiu de dormir tão cedo. Então fui com ele dar uma volta de carro por Boston, mas por já estar escuro e nevando, não deu para ver muita coisa, apesar de termos passado por quase todos os pontos turísticos.


Quando ele achou que já estava num horário admissível para dormir, mesmo tendo dormido pouco na noite anterior e ter feito uma longa viagem (são cinco horas, mais ou menos, de Montreal a Boston), voltamos para o hotel.

Ficamos lá até domingo dia 27/12 e fizemos tudo que tínhamos direito. Passamos por todos os pontos obrigatórios, fizemos compras, comemos no Outback (OBVIO!!! alguém tinha dúvida?) e ainda fomos parados pela polícia!!!

Essa foi a parte mais "emocionante" da viagem. Estávamos voltando, apenas eu e Bernardo, no carro, Bernardo na direção. Até que, quase na fronteira, em Vermont, sinto um freada e quando perguntei o que tinha sido, ouço a seguinte resposta: "a polícia, e está vindo atrás". Por um momento, achei que fosse piada, mesmo porquê olhei para traz e tinha um carro normal vindo, eu sempre soube que a polícia liga aquela luz de cima do carro. Foi só eu perceber isso, que a bendita luz foi acesa. Alertei que o Bernardo encostasse imediatamente.

O policial veio, fez todas as perguntas, pegou os nossos documentos e nos instruiu que não saíssemos do carro, pois ele tinha um K-9 que nos morderia. Eu só sabia que se tratava de um cachorro porque vi o filme K-9, há milênios atrás. Enquanto esperávamos, eu só pensava no valor da multa... Depois de um tempo ele voltou, agradeceu a nossa colaboração, pediu desculpa pelo tempo que demorou e avisou que viria um agente da imigração conferir os nossos documentos. Ahhh!! E o melhor, que não nos daria multa, pois não morávamos lá. Acho que ele foi com a nossa cara, porque conheço gente que não mora lá e levou multa mesmo assim.

No fim das contas, o carro com a minha irmã e os meus pais passaram por nós e viram o nosso carro parado, a essa altura com dois carros de polícia. Ana, já desesperada como de costume, nos ligou imediatamente. Para nossa sorte já estava tudo resolvido e aí pude explicar o que aconteceu.

Passado o susto, viemos muito abaixo da velocidade limite. Passando de volta da fronteira, sentimos a sensação de estarmos chegando em casa. Sensação de alívio de estar num lugar que você conhece melhor, sabe melhor as regras. Enfim, chegar em casa é sempre bom!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dia da rainha Victoria

18 de maio, dia da rainha Victoria, este ano caiu na segunda-feira, entao adotamos a resolucao que tinhamos que viajar para aproveitar o fim de semana prolongado, porque afinal, aqui quase nao tem feriado.

As meninas, Michelle e Kelly, iriam para Gaspe, regiao litoranea ao Norte de Quebec, na excursao de chineses (mesma agencia que fomos para Ottawa). Minha mae e Ana se animaram para ir, mas eu fiquei extremamente na duvida, achava que eram muitas horas de onibus. Quase nas vesperas resolvi que iria nesta viagem e pagamos tudo, para que nao tivesse mais duvidas. As meninas ja tinham fechado a viagem delas uma semana antes.

A excursao sairia no sabado, as 6h15 da manha. Quinta-feira, a tarde, ao checar o meu e-mail, vejo um e-mail da agencia dizendo que a viagem tinha sido cancelada. Liguei para a agencia para confirmar e fui informada que tinha sido cancelada por falta de quorum. Liguei para as meninas, que ate entao nao estavam sabendo de nada (elas nao receberam nenhuma notificacao da agencia, para a sorte delas eu resolvi ir e fui avisada, senao elas iriam perder o fim de semana). Imediatamente elas pensaram no plano B e me perguntaram "Vamos para Boston?". Eu precisava falar com a Ana, ja que a minha mae tinha declarado que para ela tudo estava bom.

Ana aceitou na hora e cinco minutos depois ja estava reservando carro e hotel. Uma hora depois ja estavamos com tudo resolvido para o fim de semana. Mais uma vez, agradeco, a praticidade da internet. Tudo certo e sem a minha mae saber de nada. Neste dia ela tinha ido ao Cirque du Soleil (sozinha, pois eu vou com Ana no final de junho). Quando ela chegou em casa, falei para ela que iamos para Boston! Qual nao foi a sua surpresa!

Sexta a noite, fui ate o aeroporto, buscar o carro, pois no sabado sairiamos cedinho. Fui com a Michelle, pois incluimo-na como 2a motorista. Fizemos o tramite na Avis e pegamos a chave, quando chegamos ate o carro, nao acreditamos... Era um carro enorme: uma Trail Blazer. Para comecar, eu nao conseguia nem ajustar o banco, muita tecnologia! Em pouco tempo, fiquei intima do carro. Coisa boa a gente se acostuma rapido!

Minha mae tinha feito compras, para levarmos um lanchinho para a viagem. Quando a Ana chegou, sexta a noite, perguntou se a gente estava maluca, pois nao seria possivel passar na fronteira, para outro pais, com comida fresca e fruta! Plano comida: cancelado.

Sabado, saimos as 6h30 da manha, pegamos as meninas nas suas casas, que por sinal ficam quase na esquina da minha. Levamos o GPS, mas tinhamos o mapa impresso, fornecido pelo google maps, outra ferramenta que eu amo e nao sei como seria minha vida aqui sem ele!Estrada otima, caminho facerrimo de ir! Chegamos a fronteira, demos uma passada no Freeshopping e depois na imigracao. Algumas de nos ja tinhamos o papel de entrada nos EUA e nao precisamos de mais nada, a Kelly e a Ana precisaram preencher o formulario e pagar $6 por ele. No aviao eh de graca, da proxima vez que eu viajar de aviao, para os EUA, vou pegar um monte.

Ninguem olhou, nem perguntou nada sobre comida, nem o que estavamos levando no carro. Conclusao: podiamos ter passado com um porco gripado dentro do carro.

Chegamos a Boston, depois do almoco, hotel chiquerrimo que tinhamos reservado, pelo Hotwire (www.hotwire.com).


Depois fomos para o Pier, onde estava tendo festa, pois foi a largada do Volvo Ocean Race, da qual o Brasil 1 esta participando e que tambem passa pelo Rio.

Boston eh realmente uma cidade muito bonitinha. Nao tem muita coisa para fazer, mas vale muito a pena ir ate la. Ainda mais sendo assim, tao perto e pratico de ir. "It's so amazing"Fomos ao bairro italiano, onde pude gastar todo o meu italiano, lingua que aprendi fazendo o curso da Globo (novela Terra Nostra).


No fim da viagem, ainda consegui um great deal e comprei o meu laptop, na BestBuy. Finalmente pude devolver o computador da Ana. E agora tenho um laptop para chamar de meu! E olha que foi indo embora, ja tinhamos ate saido da loja e voltando para o carro, quando as meninas falaram que valia a pena. Foi tudo tao rapido, que nem vi se o computador estava funcionando. Para falar a verdade, mal olhei a caixa que me entregaram. Vim no caminho torcendo para ter trazido o que eu realmente comprei.


O melhor de tudo da viagem eh que pude ir ao Outback. Voces nao imaginem a minha emocao. Quando vi a plaquinha com o nome do restaurante, quase nao conseguia mais manter as forcas para dirigir o carro! Mas precisei me manter forte e matar o meu forte desejo! Ai ai. Muito pao, batata assada e steak. O cardapio era praticamente igual! Nem precisei olhar muito para saber o que queria e o melhor eh que nem eh tao caro quanto no Brasil!


Pena que, como todo feriado, durou pouco! E o bom eh que descobri o quao perto eh, eu nao fazia ideia!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Viagem a Ottawa

Como alguns já sabem, Ottawa fica a duas horas e pouquinho de Montreal. Vale muito a pena passar um dia visitando. Já havia ido com os meus pais e voltei com o Bernardo.
Principal programa: visita guiada ao parlamento. Muito interessante! Principalmente porque te explicam a forma de governo do Canadá e como é formado o senado. Da primeira vez que fui, era um sábado, então era como a visita a um museu, mas desta vez, era dia de semana e o parlamento estava em funcionamento. Inclusive estava cheio de jornalistas posicionados para algum pronunciamento. Com certeza iria de novo, cada guia dá informações novas e o melhor, a visita é totalmente gratuita!

Tivemos também a oportunidade de andar no rio congelado que vira um ringue de patinação, rio Rideau. Não, não tivemos coragem de patinar, mas que deu vontade, deu... O rio torna-se o maior ringue de patinação do mundo e é possível patinar por ele durante duas horas. Existem quiosques de comida ao longo dele inteiro. Lá é possível alugar patins, roupas e até trenó para puxar uma criança.

Frustração: como parada obrigatória, fomos na "information turistique" e como da outra vez perguntamoss onde ficava o Outback. Mais uma vez fomos informados de que havia três na cidade e o cara nos deu o endereço e a indicação no mapa do mais perto. Como da primeira vez não fomos, desta vez queria muito ir, então, como parecia perto fomos andando (vale ressaltar que estava beeem frio e em alguns momentos nevando). Quando chegamos no lugar indicado no mapa, surpresa: o número não existia! Passamos umas três vezes em frente de onde deveria ser o número indicado e resolvemos perguntar. Surpresa: ninguém nunca ouviu falar em Outback lá. Não sabem eles o que estão perdendo e para falar a verdade, não sei como eles conseguiram sobreviver até hoje!
Chegando em casa, fui direto para a internet averiguar isso. De fato, o Google Maps indica os três restaurantes. No site do Outback, não existe filial alguma, em Ottawa. Bem, acho que vai ficar para outra cidade mesmo... Mas eu vou conseguir! Pelo menos conseguimos ir ao Hard Rock!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Despedida, Conexao e Chegada

Bem, muitos assuntos para colocar em dia... Entao vamos por partes.

Primeiro a despedida. A festa foi maravilhosa! Muitos amigos! Mais do que eu imaginava. AMEI!!! Alguns me disseram que ficariam bem putos se justo a despedida ficasse lotada, mas eu achei muito bom.
Me diverti muito e tirei muitas fotos para ficar vendo aqui, quando bater a saudade!

Bem, passada as comemoracoes e bota fora, vim eu para ca.

A viagem em si, foi otima. Nao veio ninguem do meu lado, entao eu pude praticamente me esticar nos bancos (essa e uma ds vantagens de ser pequena). Fiz conexao em NY. Fiquei uma hora esperando a minha mala. Todo mundo pegou sua mala e saiu, so fiquei eu la, ja achando que a minha mala nao tinha chegado. Quando me dei conta, a minha mala estava rodando na esteira e eu esperando a toa. Ou seja, eu nao reconheci as minhas proprias malas. Mas dando um desconto, elas estavam viradas para baixo.

Depois de pegar a mala, o cara da alfandega perguntou para onde eu estava indo e obviamente eu respondi que para o Canada. O cara vira para mim e fala que eu devia ficar la para que ele me levasse para sair um dia. Posso com isso?

Cheguei em Quebec e mamy estava me esperando no aeroporto. No mesmo dia, ja tinha coisas para resolver. A minha irma deixou uma listinha das coisas que eu tinha que fazer quando chegasse. Como eu cheguei mais tarde do que o esperado, so consegui ir a um lugar, dos dois que ela tinha mandado. Levei um esporrinho, mas superei!
Ontem fui resolver tudo o que faltava. Passei o dia inteiro na rua. E como a lei de Murphy eh a mais perfeita, ontem teve tempestade de neve! Como batismo, eu levei um tombo na rua, me estabaquei de bunda no chao. So nao foi mico maior, porque nao tinha gente passando na rua.
Agora sim, estou no lugar certo: 1o mundo! Ai ai.
Prometo escrever mais assiduamente para nao acumular tantas coisas num post so. Eu sei que cansa de ler.
Beijos