Dia 25/12, acordamos bem cedo, ainda com a sensação de que podíamos dormir mais, afinal no dia anterior nos cansamos bastante na preparação de toda a ceia. O carro que alugamos já estava parado na porta de casa, pronto para a nossa partida (pegamos no dia anterior, pois dia 25 a locadora não abriu).
Atrasamos um pouco a nossa partida, mas nada que fosse um absurdo. Estávamos indo de férias, para relaxar e não para ficarmos afixionados com horário.
Depois de uma hora e pouquinho já estávamos na fronteira do Canadá com os EUA. Durante o percurso o passatempo foi procurar veadinhos pelo caminho, pois o que não faltam são placas advertindo o risco desses animais cruzarem a estrada.
Fizemos um pequeno pit-stop no freeshopping e depois passamos tranquilamente pela fronteira, que estava bem vazia. O único que precisava preencher o I-94 era o Bernardo (eu, meu pai e minha mãe já estávamos com a documentação de quando viemos). Após passarmos pela fronteira, tivemos uma bela surpresa com a paisagem da estrada. Segue abaixo uma imagem:
Chegando a Boston, fomos direto para o hotel encontrar a Ana e aí almoçarmos. Porém, esquecemos de um pequeno detalhe: era dia 25/12, quase tudo está fechado, mesmo nos centros turísticos e mesmo os McDonalds. Depois de uma boa busca, encontramos um dos poucos restaurantes abertos e resolvemos matar a nossa fome lá mesmo. Como estávamos em Boston, quase todo mundo pediu um prato com lagosta (hmmmmmmmmm, só de lembrar me dá água na boca). Adverti a todos que comessem bem, pois aquela refeição tinha que valer como almoço e jantar, afinal ninguém estaria disposto a fazer outra busca no jantar...
Nem foi preciso, pois saindo dali, demos uma voltinha pelo Quincy Market, que estava quase todo fechado, e voltamos para o hotel. Quando estávamos todos já nos encabeçando para dormir, para o nosso relógio biológico já era quase madrugada, o Bernardo resolveu olhar no relógio e viu que ainda eram 18:30. Ficou um tanto quanto revoltado e se proibiu de dormir tão cedo. Então fui com ele dar uma volta de carro por Boston, mas por já estar escuro e nevando, não deu para ver muita coisa, apesar de termos passado por quase todos os pontos turísticos.
Quando ele achou que já estava num horário admissível para dormir, mesmo tendo dormido pouco na noite anterior e ter feito uma longa viagem (são cinco horas, mais ou menos, de Montreal a Boston), voltamos para o hotel.
Ficamos lá até domingo dia 27/12 e fizemos tudo que tínhamos direito. Passamos por todos os pontos obrigatórios, fizemos compras, comemos no Outback (OBVIO!!! alguém tinha dúvida?) e ainda fomos parados pela polícia!!!
Essa foi a parte mais "emocionante" da viagem. Estávamos voltando, apenas eu e Bernardo, no carro, Bernardo na direção. Até que, quase na fronteira, em Vermont, sinto um freada e quando perguntei o que tinha sido, ouço a seguinte resposta: "a polícia, e está vindo atrás". Por um momento, achei que fosse piada, mesmo porquê olhei para traz e tinha um carro normal vindo, eu sempre soube que a polícia liga aquela luz de cima do carro. Foi só eu perceber isso, que a bendita luz foi acesa. Alertei que o Bernardo encostasse imediatamente.
O policial veio, fez todas as perguntas, pegou os nossos documentos e nos instruiu que não saíssemos do carro, pois ele tinha um K-9 que nos morderia. Eu só sabia que se tratava de um cachorro porque vi o filme K-9, há milênios atrás. Enquanto esperávamos, eu só pensava no valor da multa... Depois de um tempo ele voltou, agradeceu a nossa colaboração, pediu desculpa pelo tempo que demorou e avisou que viria um agente da imigração conferir os nossos documentos. Ahhh!! E o melhor, que não nos daria multa, pois não morávamos lá. Acho que ele foi com a nossa cara, porque conheço gente que não mora lá e levou multa mesmo assim.
No fim das contas, o carro com a minha irmã e os meus pais passaram por nós e viram o nosso carro parado, a essa altura com dois carros de polícia. Ana, já desesperada como de costume, nos ligou imediatamente. Para nossa sorte já estava tudo resolvido e aí pude explicar o que aconteceu.
Passado o susto, viemos muito abaixo da velocidade limite. Passando de volta da fronteira, sentimos a sensação de estarmos chegando em casa. Sensação de alívio de estar num lugar que você conhece melhor, sabe melhor as regras. Enfim, chegar em casa é sempre bom!