O objetivo do blog eh manter os meus amigos atualizados sobre a minha jornada aqui no Canada.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Último aluguel

Hoje, dia 1 de junho de 2011, não é nenhuma data especial no calendário, porém, estamos em festa, porque hoje pagaremos o nosso último aluguel! Mês que vem já estaremos no NOSSO apartamento, com o chão que a gente escolheu, as portas que a gente escolheu, as maçanetas que a gente esolheu, as bancadas que a gente escolheu, os armários que a gente escolheu. as luminárias que a gente escolheu, enfim, tudo do nosso jeito!
O apartamento ainda não está, digamos assim, pronto, mas pelo que percebemos, a construção aqui é ajato. Estamos acompanhando a evolução semanal do prédio e podemos ver, a cada sábado, diferenças enormes.
A única parte que desanima é ter que empacotar tudo para a mudança. Ano passado, depois da mudança, fiquei duas semanas com dor nas costas e por sorte a médica pediu a minha licença, porque estava difícil até de andar. Este ano teremos um reforço na arrumação: o Lucas! Ou seria melhor dizer, desarrumação? Não importa, pois o fim justifica os meios e no final disso estaremos na nossa primeira casa!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

De volta a vida (mais que) real

Semana passada voltei a trabalhar porem nao posso dizer que voltei a rotina. Instaurou-se uma nova rotina na minha vida porque agora eu tenho dupla jornada.

Saio para trabalhar, passo o dia fora. Na volta, vou direto pegar o Lucas na creche e quando chego em casa fico 100% dedicada a ele (dar banho, mamá, jantar etc), até que ele durma. Só aí posso comecar a fazer outras coisas, como xixi beber agua, etc. Sem contar, lavar a roupa, arrumar a casa, etc. (nao, nao da para deixar toda a arrumacao para o fim de semana, senao a casa fica caotica e ainda por cima perdemos o fim de semana fazendo isso)

A ida e a volta para o trabalho eh como um comboio, o metro vai lotado, a estacao eh lotada e para completar as pessoas correm. E como correm! Correm para pegar o metro, correm para pegar a correspondência e depois correm mais ainda para pegar o onibus.

Ontem na volta do trabalho fui empurrada para dentro do metrô. Olhei para tras para ver se era homem ou mulher, porque eu tinha acabado de ser encoxada. Pois eh, aqui no primeiro mundo isso também acontece. Me senti pegando o metro na Central. E nem preciso dizer que depois fiquei em qualquer pequeno espaco que tinha sobrado, para apoiar meu pe. Lugar para segurar? Nem pensar. Nem imprensada na porta eu estava, porque la ficou a mulher que me empurrou para dentro.

Outra coisa que também percebi no metro foi o perfil dos passageiros. No horário em que eu vou normalmente, pode-se notar que as pessoas são mais velhas e estão indo trabalhar. No outro dia, saí de casa atrasada e peguei o metro um pouco mais tarde, o perfil era completamente diferente, as pessoas eram bem mais novas e estavam indo para a faculdade, quase todas usavam mochila.

Então é isso. Já dá para vocês terem uma idéia de como é ter um filho aqui, sem ajuda de avó, babá, empregada etc. Ainda bem que conseguimos uma creche, porque isso não é muito fácil também.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Privacidade ZERO

Estou em completo estado de choque!
Ontem, mandei um e-mail para o meu consultor financeiro, do banco, depois de quase um ano sem nenhum contato com ele. Como sempre, ele me respondeu prontamente e ao final do e-mail ele mandou parabéns pelo bebê. Na hora, eu pensei: "Como assim???". Visto que, da última vez que o vi, a minha barriga ainda nem estava eminente. Logo em seguida ele escreveu assim: "how  did  i  know?...well   a  fniancial  advisor  knows everything  about  his  clients!."

Cheguei à conclusão que aqui no Canadá existe uma central única com todas as informações da sua vida e que todo mundo tem acesso. Cuidado redobrado, a partir de agora, com cada passo!

terça-feira, 20 de julho de 2010

A saga das passagens

Desde que engravidei, decidimos que este ano, passaríamos o Natal no Brasil. Cada hora tínhamos um motivo para adiar a compra e acabamos enrolando bastante. O problema é que quanto mais o tempo passa, mais as passagens aumentam.

Até que no fim de junho eu falei para o Bernardo que daquele mês não passava. Aliás, quando a gente pesquisava passagens num dia, já não as encontrava mais no dia seguinte, pelo mesmo preço!

Numa bela sexta-feira a noite, sentamos em frente ao computador e só levantariamos depois de comprar as passagens. Queríamos ir em dias separados, porque eu vou antes com o Lucas, mas votar juntos. Isso era mais um problema, porque nem sempre as melhores tarifas para a minha data, coincidiam com a mesma companhia aérea que tinha a melhor tarifa para o Bernardo.

Depois de horas olhando um site, olhando outro, decidimos comprar pela Delta, que não era a mais barata para a data do Bernardo, mas no fim seria o melhor custo benefício, porque só tem uma parada (não tem como fazer Montreal-Rio direto, então ficamos felizes em fazer só uma conexão). Tudo comprado, pagamos bem caro!

Dois dias depois, a minha irmã, que irá na mesma época, comprou a passagem dela. Falando o preço da passagem dela, era $500 mais barata que a do Bernardo e eles iriam mais ou menos na mesma data. Ela comprou tudo pela American Airlines. Foi aí que começou a nossa nova saga. Eu fiquei aflita, porque eu economizaria $200, o Bernardo $500 e o Lucas $30!

Queria cancelar as nossas passagens, que claro eram da tarifa mais barata, e não reembolsáveis. Mas eu achava que mesmo pagando alguma multa, ainda economizaríamos. Os vôos também tinham uma só parada e o tempo de espera da volta era muito menor.

Liguei para a Delta para me informar se seria possível cancelar e para a minha agradável surpresa, eles devolveriam todo o dinheiro, porque ainda estava dentro do prazo. Cancelei na hora, mas o dinheiro só entraria de volta no cartão de crédito em cinco dias úteis! Entrei no site da AA para comprar as passagens, mas sem saber se o cartão teria limite suficiente.

Depois de comprar a minha passagem e a do Bernardo pela internet, liguei para comprar a do Lucas, que não é possível online. Foi tudo muito rápido, não esperei nada na linha para ser atendida. Pouco tempo depois, recebi a confirmação do Lucas por e-mail, mas nada de confirmação da minha passagem, nem da passagem do Bernardo.

Aguardamos até o dia seguinte e nada de e-mail. Resolvi ligar novamente para a AA. Fiquei esperando 20 minutos na linha, para a telefonista atender e logo em seguida desligar. Tentamos de novo e tome musiquinha... Não era possível que num dia tivesse sido tão instantâneo e no dia seguinte praticamente impossível de falar. A única diferença foi que no dia anterior, selecionávamos a opção "Nova passagem" e agora escolhíamos "Passagem existente".

Tive a brilhante idéia de tentar a mesma opção do dia anterior. Qual foi a minha surpresa em ser atendida imediatamente!!!!! Conclusão: se você é cliente novo, te carregamos no colo, se já fez a sua compra, cagamos na sua cabeça.

O Bernardo ficou sem graça de falar e me passou o telefone. Eu falei normalmente que tinha comprado a passagem e a telefonista não questionou nada. Chegamos a conclusão que é o mesmo atendimento a diferença é que você passa a frente na fila.

Fui informada que o cartão que eu tinha usado não tinha limite e precisava dar outro, com endereço no Canadá. Antes eu tinha usado o cartão do Bernardo. Então, dei o meu cartão e ficou tudo, a princípio, resolvido.

Dois dias depois, recebi o e-mail de confirmação da minha passagem, com o nome do Bernardo. No fim das contas, a passagem foi debitada no cartão do Bernardo, o que estava sem limite e o que eu dei, nada aconteceu. Quase ficamos loucos com essa confusão toda, mas enfim, estamos com todas as passagens compradas e CONFIRMADAS!

Meu carro automático

Quando fomos comprar o carro, um dos nossos requisitos, a princípio, era que fosse automático. Sempre que começamos uma busca, fazemos uma lista de requisitos, foi assim com o apartamento também. Depois de um tempo, começamos a abrir mão de alguns, porquê achamos que não vamos encontrar nunca, tudo que queremos. Por sorte, nos dois casos, conseguimos a lista completa!

Estava tudo indo muito bem, até que acabou a bateria do carro. Sendo o carro automático, absolutamente TUDO depende da bateria. Foi assim que começou a batalha: o Bernardo foi tentar sair com o carro, viu que o carro não dava nem sinal de vida, porque estava com a bateria descarregada.

Ele foi tirar a chave para trancar o carro e voltar para casa. Aí veio o mais bizarro, a chave não saía da ignição! Ainda bem que o carro estava na garagem, senão qualquer um poderia carregar a bateria e sair com o carro...

Compramos um carregador de bateria, mas depois vimos que tinha que ligar na tomada para funcionar. Perto do carro não tinha nenhuma tomada. Neste momento, descobrimos que carro automático não tem como empurrar. Quando ele está em "Parking", fica completamente travado, como se estivesse com o freio de mão puxado e com o carro desligado não tem como mudar.

No fim, trocamos este carregador por um cabo para fazer a chupeta. A minha amiga Kelly, veio até a nossa garagem com o carro dela. No nosso carro, a bateria fica na mala (por sorte o carro estava parado de frente, senão o cabo não chegaria) e não tínhamos como abrir a mala. O Bernardo lembrou que dava para abrir a mala por dentro dela. Descemos o banco de trás, ele fez um malabarismo e conseguiu abrir, para enfim, carregarmos a bateria!

UFA! Carro funcionando, saímos para dar uma volta, até para carregar um pouco mais a bateria.