O objetivo do blog eh manter os meus amigos atualizados sobre a minha jornada aqui no Canada.
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terça-feira, 6 de março de 2012

Milestone alcançado: abrir processo para a cidadania

Após 3 anos, 2 meses e 18 dias da minha chegada ao Canadá dei entrada no processo para a cidadania canadense. É difícil ter uma família que todos têm dupla nacionalidade, exceto eu!

Na teoria, para termos direito à cidadania canadense, temos que ter estado em solo canadense no mínimo três anos (ou melhor, 1095 dias), nos últimos quatro anos. Para fazermos os cálculos, temos que descontar cada diazinhos que passamos fora do país. Por causa disso eu tive que adicionar 78 dias à minha data de "aniversário", que é 16 de dezembro. Estava contando os dias e as horas para enviar os papéis pelo correio. Eu só podia mandar no dia 4 de março, que foi domingo, logo, eu só poderia enviar na segunda, dia 5 de março. E assim foi feito!

Agora é esperar mais ou menos 18 meses para jurar amor à rainha e receber o meu passaporte!!!




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Louça de Natal

Há pouco mais do dois anos, logo após o Natal de 2009, ganhei de presente da minha irmã um conjunto de jantar de Natal. Era um conjunto que eu tinha adorado e estava pensando em comprar. Com o passar do Natal, o produto caiu pela terça parte do preço e a minha irmã perguntou se eu ainda queria. Aquele Natal já havia passado, sabia que o Natal do ano seguinte, 2010, eu passaria no Brasil, mas mesmo assim eu quis, porque poderia utilizá-lo no Natal de 2011!

Como eu não ia usar as louças, eu não abri a caixa, aliás, isso é um péssimo hábito meu de não abrir para conferir as coisas na hora e deixar para ver na hora em que eu for usar. Bem, passados os dois anos, no dia 23 de dezembro abrimos a caixa para lavar as louças, para usarmos na ceia do dia 24. Após pegarmos as peças que iríamos utilizar, reparamos que estavam faltando o açucareiro e um bulezinho para o creme do café. Fiquei super chateada e frustrada, porque o meu jogo estava incompleto, mesmo que eu não fosse utilizar essas duas coisas. Ainda por cima achava que não era certo, porque quando a minha irmã comprou, nao foi avisado que estavam faltando peças, venderam como um conjunto completo.

Não sabia bem o que fazer, porque eu não tinha nota nenhuma e mesmo que tivesse, já havia passado dois anos. Passado o período de festas e um pouco menos revoltada com a situação, resolvi mandar um email para a loja contando o que tinha acontecido.

Fiquei super impressionada com a rápida resposta ao meu primeiro email. (já escrevi para outros lugares que nem se deram ao trabalho de responder) Depois da troca de alguns emails, a pessoa perguntou se tinha alguma loja Stokes perto de mim, porque ela ainda tinha essas peças no estoque e poderia mandar para mim. Fiquei super contente com a resposta, mas ao mesmo tempo um pouco ressabiada. Depois de duas semanas, me ligaram da loja para que eu fosse buscar o meu açucareiro o bule de creme.

Mais uma vez, me lembrei que aqui é primeiro mundo! Antes de tudo, eles confiam no cliente e ainda têm enorme presteza e atenção.

No próximo Natal, poderei servir cafezinho com açúcar e creme!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Perdi o meu cartão de crédito

Sexta-feira, pouco depois da hora do almoço, fui à uma loja no shopping, que fica embaixo do meu trabalho. Coloquei os meus cartões no bolso da calça e fiz a minha compra.
Na hora de ir embora do trabalho, fui tirar os cartões do bolso para guardar, quando percebi que o meu cartão de crédito, usado na loja, não estava comigo. Me dei conta de que não tinha pegado o cartão de volta depois de pagar a compra.

Por sorte, eu ainda tinha tempo de voltar à loja, antes do horário do meu ônibus. Estava preparada para ir à mesma caixa onde havia pago e explicar, descrever etc. Assim que entrei na loja, me deparei com um funcionário, que não parecia gerente. Olhei para ele com aquela cara de "me ajuda", e ele perguntou se eu queria alguma coisa. Falei que eu tinha esquecido o meu cartão de crédito e ele perguntou o meu nome e se tinha sido naquele dia mesmo.

Ele foi direção a uma gavetinha trancada com chave que ele tinha em mãos. Abriu a gaveta, retirou um saquinho plástico branco, lacrado, que na frente tinha escrito assim: "LICIA". Ele voltou, pediu uma identidade e eu apresentei. Ele abriu o saco e me entregou o cartão.

Todo o processo, desde que eu entrei na loja, até a minha saída, aliviada, demorou menos de cinco minutos. Além do alívio, eu mal pude acreditar em tamanha organização. São essas pequenas coisas que me fazem lembrar que aqui é primeiro mundo!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nem tudo são flores no Canadá

Ontem parecia estar tudo correndo bem, até o fim do dia...
Eu precisei trabalhar até tarde, até aí nada demais. O problema é que ontem o Bernardo também tinha aula até tarde. Então foi assim que tudo começou:
Saí do trabalho (no horario regulamentar), peguei o Lucas na creche. Passamos em casa, peguei a bolsa dele e o carro. Voltamos para o trabalho. Estava um transito absurdo (tudo parado para subir a ponte que liga onde eu more à Montreal). Enquanto isso o Lucas não chorava, berrava no banco de trás do carro. Chegamos no trabalho e depois disso correu tudo bem conosco.


Voltamos para casa. O Lucas estava faminto e morto. Ele jantou e foi dormir. Quando o dia parecia ter terminado, o Bernardo chega da aula, muito chateado, sem a bicicleta com a qual tinha saído pela manhã. Ele teve a bicicleta furtada!

Pois é, que aqui não teríamos o conforto de ter a família por perto, para recorrer nessas horas, já era bem claro para nós. Mas o fato de sair de casa com alguma coisa e voltar sem porque roubaram é uma novidade muito desagradável...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Como as pessoas lêem neste país

Essa questão do hábito cultural é muito interessante. Tenho observado o quanto as pessoas aqui lêem.
No metro, tanto na ida quanto na volta do trabalho, quase todos os passageiros têm os seus livros em punho. Mesmo quando não arrumam um lugar para sentar, eles lêem se equilibrando ao meio de tantas outras pessoas no mesmo vagão.

De manhã até tem bastante gente que lendo o jornal que é entregue na porta do metrô, mas a tarde é puramente seus livros de romance.

Quando vamos aos parques também vemos as pessoas lendo, mas isso me chama menos atenção, por parecer um ambiente mais propício.

A verdade é que toda essa observação está quase me fazendo tirar os meus livros da estante e finalmente lê-los. Quem sabe esta vai ser a boa influência dos canadenses no meu hábito de leitura?