sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Chegada definitiva do Bernardo
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Um ano de Canadá

Já ia passar despercebido, quando olhei o calendariozinho aqui do blog e me dei conta que hoje é dia 16 de dezembro. E olha que eu ficava vendo todos os outros blogs comemorando um ano e imaginando como eu estaria em um ano.
Volta das férias
As ferias foram muito melhor que a expectativa! O triste mesmo foi quando acabou e eu tive que voltar para casa.Ainda tive que voltar sozinha, pois o Bernardo ficou mais uns dias, até que saísse o visto de residência dele.
A viagem de volta foi tranquila. Cheguei em casa, morta de cansada e com fome. A casa estava toda arrumadinha, pois quando saimos fizemos questão de arrumar tudo, para a volta ser o mais agradável possível.
Quando olhei para a cozinha, que estava com a luz apagada, vi um feiche de luz refletido na parede. Neste momento, me bateu um pequeno desespero. Olhei para a geladeira e a porta estava aberta, ou seja, ficou aberta por 17 dias. Minha primeira e única reação foi empurrar a porta rapidamente para que ela fechasse, como se isso ainda fosse salvar alguma coisa. Naquele momento eu não estava em condições físicas em ver e sentir o cheiro do estrago.
Como iríamos passar um período razoável fora de casa, já não tínhamos deixado muita coisa na geladeira, apenas coisas que podem ficar por um período maior.
Mais tarde, um pouco recuperada da chegada e do susto da geladeira, peguei um saco e sem nenhuma análise, joguei tudo fora. Só deixei uma coisa na geladeira, por pena: uma caixa de fondue de chocolate fechada.
Aliás, isso foi uma ótima, porquê ontem comemos o fondue e estava ótimo!!!
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Festa da democracia quebecoise
O último domingo foi o dia das eleições para a prefeitura de Montreal e de todas as cidades do Quebec.Bem, eleição aqui é uma coisa que deixa a desejar e que o Brasil da banho!Eu que nunca trabalhei em eleições no Brasil, resolvi me inscrever para trabalhar na eleição daqui. Há uma pequena diferença: o trabalho aqui é pago.Além de ganhar uma graninha extra, em pleno domingo, que geralmente a gente não faz nada, era uma maneira de alguma forma participar da eleição, uma vez que não posso votar por não ser cidadã.
Primeiro, você se inscreve num site, coloca os seus dados e as opçoes dos postos em que deseja trabalhar.
Depois, um responsável pela eleição liga para te chamar, combinar a sua função e o dia do treinamento. Inclusive, no telefonema, em francês, a mulher perguntou se eu falava francês e eu respondi: "Claro, falo frances". Detalhe: pela minha inscrição no site, eu coloquei que não falava. Mas não queria perder a oportunidade.
Fui ao treinamento, que durou 2 horas. Achei ótimo, pois foi tudo explicado passo a passo. Ficou bem claro o que e como deveríamos fazer tudo.
Saí do treinamento com a impressão de que a eleição se assemelha às nossas eleições de representante de turma no colégio.
A minha função era de secretária da seção. Na seção trabalham a presidente e a secretária. Tudo o que eu tinha que fazer era achar o nome do eleitor na lista, riscá-lo e depois riscar o número correspondente em uma tabelinha, parecida com a cartela de bingo, mas com 350 números (de 1 a 350).
Horário de chegada: 8:30
Horário de início da votação: 10:00
Horário de término da votação: 20:00
Horário de saída: 21:00
Aqui o voto não é obrigatório e pouquíssimas pessoas se abalam para votar. Dessas que se abalam, poucas sabem para o que tem que votar. Neste dia, a votaçao era para prefeito e algo correspondente a vereador. Ao entregarmos as duas cédulas, as pessoas se surpreendiam. Muitas, pude perceber, decidiam o voto no momento em que liam os candidatos na própria cédula, este era o momento em que eles conheciam os candidatos.
Na minha seção eram 277 eleitores inscritos e foram apenas 38.
Realmente, a campanha aqui é praticamente inexistente.
Durante o dia, apareceram tres candidatos lá, para nos cumprimentarem e agradecer o nosso trabalho pela execução da democracia.
Ao fim da votação, abrimos a urna, contamos os votos, separamos e entregamos o resultado da nossa seçao para o responsável. Tudo assim, sem a menor inspeção nem segurança.Enquanto no Brasil a urna é escoltada pela polícia, aqui as pessoas levam a urna debaixo do braço no onibus.
Para mim valeu muuuuuuito à pena. Além de conhecer o sistema eleitoral daqui, ganhar uma graninha, ainda falei francês o dia inteiro. Talvez este último seja o que mais tenha me deixado contente!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Aos meus amigos com carinho
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os."

