O objetivo do blog eh manter os meus amigos atualizados sobre a minha jornada aqui no Canada.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Viagem à Boston

Dia 25/12, acordamos bem cedo, ainda com a sensação de que podíamos dormir mais, afinal no dia anterior nos cansamos bastante na preparação de toda a ceia. O carro que alugamos já estava parado na porta de casa, pronto para a nossa partida (pegamos no dia anterior, pois dia 25 a locadora não abriu).

Atrasamos um pouco a nossa partida, mas nada que fosse um absurdo. Estávamos indo de férias, para relaxar e não para ficarmos afixionados com horário.

Depois de uma hora e pouquinho já estávamos na fronteira do Canadá com os EUA. Durante o percurso o passatempo foi procurar veadinhos pelo caminho, pois o que não faltam são placas advertindo o risco desses animais cruzarem a estrada.

Fizemos um pequeno pit-stop no freeshopping e depois passamos tranquilamente pela fronteira, que estava bem vazia. O único que precisava preencher o I-94 era o Bernardo (eu, meu pai e minha mãe já estávamos com a documentação de quando viemos). Após passarmos pela fronteira, tivemos uma bela surpresa com a paisagem da estrada. Segue abaixo uma imagem:

Chegando a Boston, fomos direto para o hotel encontrar a Ana e aí almoçarmos. Porém, esquecemos de um pequeno detalhe: era dia 25/12, quase tudo está fechado, mesmo nos centros turísticos e mesmo os McDonalds. Depois de uma boa busca, encontramos um dos poucos restaurantes abertos e resolvemos matar a nossa fome lá mesmo. Como estávamos em Boston, quase todo mundo pediu um prato com lagosta (hmmmmmmmmm, só de lembrar me dá água na boca). Adverti a todos que comessem bem, pois aquela refeição tinha que valer como almoço e jantar, afinal ninguém estaria disposto a fazer outra busca no jantar...

Nem foi preciso, pois saindo dali, demos uma voltinha pelo Quincy Market, que estava quase todo fechado, e voltamos para o hotel. Quando estávamos todos já nos encabeçando para dormir, para o nosso relógio biológico já era quase madrugada, o Bernardo resolveu olhar no relógio e viu que ainda eram 18:30. Ficou um tanto quanto revoltado e se proibiu de dormir tão cedo. Então fui com ele dar uma volta de carro por Boston, mas por já estar escuro e nevando, não deu para ver muita coisa, apesar de termos passado por quase todos os pontos turísticos.


Quando ele achou que já estava num horário admissível para dormir, mesmo tendo dormido pouco na noite anterior e ter feito uma longa viagem (são cinco horas, mais ou menos, de Montreal a Boston), voltamos para o hotel.

Ficamos lá até domingo dia 27/12 e fizemos tudo que tínhamos direito. Passamos por todos os pontos obrigatórios, fizemos compras, comemos no Outback (OBVIO!!! alguém tinha dúvida?) e ainda fomos parados pela polícia!!!

Essa foi a parte mais "emocionante" da viagem. Estávamos voltando, apenas eu e Bernardo, no carro, Bernardo na direção. Até que, quase na fronteira, em Vermont, sinto um freada e quando perguntei o que tinha sido, ouço a seguinte resposta: "a polícia, e está vindo atrás". Por um momento, achei que fosse piada, mesmo porquê olhei para traz e tinha um carro normal vindo, eu sempre soube que a polícia liga aquela luz de cima do carro. Foi só eu perceber isso, que a bendita luz foi acesa. Alertei que o Bernardo encostasse imediatamente.

O policial veio, fez todas as perguntas, pegou os nossos documentos e nos instruiu que não saíssemos do carro, pois ele tinha um K-9 que nos morderia. Eu só sabia que se tratava de um cachorro porque vi o filme K-9, há milênios atrás. Enquanto esperávamos, eu só pensava no valor da multa... Depois de um tempo ele voltou, agradeceu a nossa colaboração, pediu desculpa pelo tempo que demorou e avisou que viria um agente da imigração conferir os nossos documentos. Ahhh!! E o melhor, que não nos daria multa, pois não morávamos lá. Acho que ele foi com a nossa cara, porque conheço gente que não mora lá e levou multa mesmo assim.

No fim das contas, o carro com a minha irmã e os meus pais passaram por nós e viram o nosso carro parado, a essa altura com dois carros de polícia. Ana, já desesperada como de costume, nos ligou imediatamente. Para nossa sorte já estava tudo resolvido e aí pude explicar o que aconteceu.

Passado o susto, viemos muito abaixo da velocidade limite. Passando de volta da fronteira, sentimos a sensação de estarmos chegando em casa. Sensação de alívio de estar num lugar que você conhece melhor, sabe melhor as regras. Enfim, chegar em casa é sempre bom!


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Natal em Montreal

Este ano o Natal foi em nada parecido com o do ano passado, quando fomos para a casa de desconhecidos, que sequer falávamos a mesma língua e que ficamos super deslocados...

Tivemos um Natal bem íntimo, só nós quatro: eu, Bernardo, papai e mamãe. Bernardo, mais uma vez, nosso chef oficial, foi o responsável pela ceia (não vou mencionar que comemos um arroz antigo que estava na geladeira, sobra do pré-Natal). Ele caprichou no bacalhau ao Zé do Pipo (pedido meu). Eu fui responsável pela sobremesa: souflê de chocolate com sorvete de baunilha para acompanhar. Ficou tudo muito gostoso e pudemos saborear à vontade.

Mas antes da ceia, fomos à Missa do Galo, na Catedral Nossa Senhora Rainha do Mundo, celebrada pelo bispo e cantada por um coral muito bom. A igreja estava lotada, e por sorte nós chegamos meia hora antes, e pudemos sentar todos juntos, pois pouco tempo depois, as pessoas já estavam garimpando um lugarzinho pelo amor de Deus.

Voltamos para casa a pé, neste dia não estava tão frio e tampouco nevando. Enquanto a comida estava esquentando, trocamos presentes, o que também foi muito legal. Olha como a árvore estava lotada:

Todos demos e recebemos muitos presentes. Como disse a minha mãe: "comida boa, presentes bons..." Enfim, fiquei super satisfeita com o nosso Natal. Nem fomos dormir muito tarde, pois no dia seguinte sairíamos cedo para Boston.

Neste Natal, em especial, vi que a alegria da celebração não está na quantidade de pessoas e sim na alegria presente!

PS: as fotos das comidas vou ficar devendo, pois a máquina ficou sem bateria bem na hora!

Almoço pré-Natal

Após a chegada do Bernardo foi a vez da mamãe. Os dois passaram a semana arrumando e preparando a casa para a chegada do papai.

No último domingo foi a vez do meu pai chegar à Montreal e pela primeira vez à minha casa.

Fizemos então, um almoço pré natalino, já que a Ana também estaria presente. Bernardo foi eleito o chef oficial do evento, afinal, ninguém mais sabe cozinhar e ele tem se mostrado um chef de mãos cheias.





Quebra-nozes a postos, decoração feita, até a árvore ganhou luzes e o almoço pronto, chegaram os convidados. O evento foi um grande sucesso. Terminado o almoço, partiram todos para Quebec, com suas marmitinhas, pois o que sobrou seria muito só para mim e Bernardo.


Agora estamos nos preparando para a ceia oficial na noite de Natal!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Chegada definitiva do Bernardo

Finalmente saiu o tão esperado visto de residencia do Bernardo. A passagem dele estava programada para 10 dias depois da minha. Assim, garantíamos mais tempo para o visto dele sair antes dele voltar.

Ele fez o exame médico pedido, daqui mesmo de Montreal, mas o processo continuou pelo consulado de SP (é possível fazer o exame com qualquer médico no mundo, desde que credenciado do consulado). Poucos dias antes da data da viagem, o visto dele ficou pronto. Ele foi até São Paulo buscar, para não correr qualquer risco com os serviços do correio.



Tudo certo para vir. Chegando aqui, no mesmo dia, ele conseguiu resolver todos os documentos. Agora ele já é um habitante da cidade de Montreal. Estamos sentindo alívio e felicidade!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Um ano de Canadá


Já ia passar despercebido, quando olhei o calendariozinho aqui do blog e me dei conta que hoje é dia 16 de dezembro. E olha que eu ficava vendo todos os outros blogs comemorando um ano e imaginando como eu estaria em um ano.
Há exatamente um ano, eu chegava no Canadá, sem ter a mínima idéia de como seria. Até que o ano passou bem rápido. Arrumei trabalho, tirei uma nova carteira de motorista, montei uma casa, morei sozinha pela primeira vez (acatando assim todos os ônus: lavar, cozinhar, limpar, arrumar etc), fiz novos e bons amigos e o fato mais grandioso: o bebê que estou esperando!
Foram muitas viagens, algumas festas e a partir de um certo ponto a saudade veio com força total, até que decidi tirar férias e matar quem me matava.
Tudo o que posso dizer hoje é que começo o meu segundo ano exatamente como comecei o primeiro: sem ter a menor idéia de como vai ser. Mas eu garanto que a sensação é legal e as novas descobertas, melhores ainda!